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Solenidade e Simplicidade no Culto
Parece-me, pelos comentários recebidos, que abordamos um tema bastante oportuno. Fui convidado a um culto em ação de graças pelo aniversário de uma grande igreja. Estavam lá duas celebridades: uma cantora e um pregador. A cantora trajava calça jeans desbotada, em ambiente que pedia trajes formais, como bem lembra Antonio Ferreira em seu comentário anterior. O pregador contava suas peripécias contra demônios, pelo Brasil a fora. Ambos pareciam dizer: vocês são o público, nós as estrelas. Aplaudam! Os crentes transformaram-se em turba ululante, incomodando a vizinhança, pois o culto foi além das 23.00 horas, e para que as instalações suportassem a parafernália eletrônica, o ar condicionado foi desligado e as janelas abertas. O ruído era ensurdecedor. O camera-man pilotava uma grua que dava rasantes acrobáticos sobre a platéia, em busca de melhores ângulos. Lembrei-me do Santos Dumont, nos primórdios da aviação, pilotando seu 14 BIS. O que está faltando? Simplicidade? Singeleza de coração?
Escrito por P. Ferreira às 11h14
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