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O sonho que findou
Na década dos sessenta, após o Concílio Vaticano II, a Igreja Católica iniciou um movimento de aproximação com outras igrejas cristãs, a que se denominou Movimento Ecumênico. O ecumenismo despertou entusiasmo em grupos evangélicos tradicionais, como luteranos, anglicanos, presbiterianos e outros. Enfim, surgia a oportunidade de ultrapassar barreiras que os haviam separado dos católicos durante quatro séculos. Os pentecostais preferiram manter-se distantes do referido movimento. Agora o Papa Bento XVI traz de volta um documento intitulado Dominus Iesus (Senhor Jesus) elaborado por ele mesmo no ano 2000, quando, ainda cardeal Ratzinger, era o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Naquela ocasião o referido documento gerou grande celeuma entre os cristãos, pois diz claramente que só existe uma Igreja: a Católica Romana. As demais não passam de ajuntamentos religiosos, que não podem chamar-se de Igreja. Chegamos à conclusão de que os pentecostais tinham razão quando se mantiveram distantes da proposta ecumênica. Ela exprime apenas o desejo de domínio da Igreja Católica Romana, agora claramente expresso no documento Dominus Iesus. Aos evangélicos que acreditaram na proposta ecumênica, só resta a constatação de que o sonho acabou.
Escrito por P. Ferreira às 20h58
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