Ciência e fé se completam
Há quem pense que a ciência apaga no homem a presença de Deus e que a fé é coisa para indoutos. Não é assim. Transcrevo o texto a seguir, extraído do livro A LINGUAGEM DE DEUS, do doutor Francis Collins, médico e cientista, diretor do Projeto Genoma, um dos mais extraordinários feitos da ciência contemporânea:
"No século XXI, em uma sociedade cuja tecnologia vem crescendo, uma batalha está se alastrando pelo coração e pela mente da humanidade. Muitos materialistas, ao perceber, triunfantes, que os avanços da ciência preenchem as lacunas de nossa compreensão sobre a natureza, indicam que a crença em Deus é uma superstição ultrapassada, e que seria melhor admitir isso e seguir adiante. Muitos dos que crêem em Deus, convencidos de que a verdade que deduzem da introspecção espiritual é um valor mais duradouro do que as verdades que vêm de outras fontes, encaram os progressos da ciência e da tecnologia como perigosos e não-confiáveis. As posições estão se acirrando. As vozes, tornando-se mais estridentes. Daremos as costas à ciência porque ela é percebida como ameaça a Deus, abandonando toda a promessa de avanço em nossa compreensão da natureza e a prática desses conhecimentos para alívio do sofrimento e para o bem da humanidade? Ou daremos as costas à fé, concluindo que a ciência tornou desnecessária a fé espiritual, e que agora podemos substituir os tradicionais símbolos religiosos por esculturas da hélice dupla em nossos altares? As duas escolhas são profundamente perigosas. Ambas negam a verdade. Ambas reduzem a nobreza da humanidade. E ambas são desnecessárias. O Deus da Bíblia é também o Deus do genoma. Pode ser adorado na catedral ou no laboratório. Sua criação é majestosa, esplêndida, complexa e bela - e não pode guerrear consigo mesma. Só nós, humanos imperfeitos, podemos iniciar batalhas assim. E só nós podemos acabar com elas."
Entrego o texto à reflexão de vocês e aguardo comentários.
Escrito por P. Ferreira às 12h46
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