| |
"A heresia de Bento"
Sob este título o sociólogo Demétrio Magnoli aborda criticamente o envolvimento do Papa na questão ecológica, quando exorta os fiéis, no congresso de jovens em Loreto, a "salvar o planeta antes que seja tarde demais". (Ver jornal O Globo de 6 de setembro, pág 7 - Opinião). Estudos recentes mostram que as universidades tentam envolver a religião com a causa do ambientalismo. Em Harvard, Estados Unidos, o The Harvard University Center for the Environment (HUCE) trata do assunto em profundidade. (Ver site environment.harvard.edu). Não devemos deixar-nos levar pela onda ecológica, pois já se esboça uma espécie de ecoteologia, que se propõe a criar conexões entre as religiões cristãs e a ecologia. As raízes desses movimentos se encontram nos cultos pagãos à natureza. O cataclisma ecológico que profetizam, com o aquecimento global, degelo das calotas polares e outras ameaças, colocam em campos opostos a civilização e a natureza, o que não tem qualquer amparo científico ou religioso. Em seu artigo, Demétrio Magnoli faz uma síntese do significado do movimento ecológico, afirmando que no século XX a religião laica do marxismo queria salvar o proletariado e, com ele, toda a humanidade. A "religião da natureza" quer mais: trata-se de salvar o próprio planeta, ou a própria Criação. As igrejas devem ficar atentas às tendências cada vez mais freqüentes de atraí-las a participarem desses movimentos, que já englobam grandes interesses econômicos, como é o caso, por exemplo, das tentativas de impedir o cultivo de transgênicos.
Escrito por P. Ferreira às 15h21
[]
[envie esta mensagem]

|
|
|