Reinventaram a Bíblia e asfaltaram o caminho
Dizem que na década dos sessenta, século passado, a superlotação do inferno chegou a tal ponto, que o maligno se viu obrigado a planejar a abertura de uma estrada larga, asfaltada e florida para o céu. A obra teria duas frentes de trabalho. Uma sairia do inferno, a outra do céu, e o encontro das duas seria na metade do caminho. No inferno tudo correu facilmente, pois os muitos empreiteiros que lá se encontravam, se entusiasmaram com a idéia e puseram mãos à obra. Acontece que os poucos encontrados no céu não se mostraram dispostos a colaborar com o projeto. Resultado: o novo caminho ficou pronto rapidamente, mas só até a metade. É este caminho que estão usando os que reinventaram a Bíblia, para atrair os que querem chegar ao céu sem renúncia, sem esforço, na moleza, através das heresias, estultícies, aberrações e esquisitices que andam pregando por aí...
Escrito por P. Ferreira às 08h40
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A cigarra, a formiga e o pré-sal (2)
Leiam a primeira mensagem com esse título, arquivada aí ao lado, a 26/08/08. Naquela ocasião o petróleo custava 150 dólares o barril e as cigarras da Petrobras, com seu canto estridente, estimulavam até a disputa dos "royalties" que viriam da exploração do pré-sal: haveria milhares de novos empregos, redistribuição de renda, e até submarino nuclear. Bem, vocês já sabem o que aconteceu: a crise energética chegou e o barril de petróleo despencou para 50 dólares. Para que as cigarras continuem cantando, a Caixa emprestou 2 bilhões à Petrobras e o preço da gasolina se manteve o mesmo, como se o petróleo ainda custasse 150 dólares o barril. Imaginem o tamanho do lucro.
Conclusão: no Brasil a fábula de Esopo tem outro desfecho: no inverno a cigarra continua cantando. Nós, as formigas, é que dançamos, tendo que sustentá-la.
Escrito por P. Ferreira às 08h34
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