A excomunhão dos médicos
Difícil não opinar sobre um evento tão amplamente divulgado na mídia: a excomunhão dos médicos que salvaram o que ainda resta da vida desta menina de 9 anos, grávida de gêmeos, em circunstâncias tão dolorosas. Tendo agido rigorosamente dentro das leis do país e da sua consciência, receberam, entretanto, a pena mais dura aplicada pela Igreja Católica. Em sua primeira epístola Pedro faz a seguinte recomendação à Igreja: "Sujeitai-vos, pois, a toda ordenação humana por amor do Senhor. Quer ao rei, como superior, quer aos governadores como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem. Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai o rei." 1 Pe 2.13,14,17. À luz desse texto, entendo que, havendo confronto entre o direito canônico e o civil, a Igreja deve abrir passagem para o direito civil. Aos médicos não havia outra opção, movidos que estavam pela sua consciência profissional e, quem sabe, até mesmo pela solidariedade com aquela criança. Penso que se perdeu excelente oportunidade de exercitar o perdão àqueles que, mesmo infringindo uma regra de sua Igreja, o fizeram movidos pela solidariedade e pelo amor.
Escrito por P. Ferreira às 18h47
[]
[envie esta mensagem]

|